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13 de Janeiro de 2012 | Afetados pela seca no Sul terão até R$ 1 bi

O governo federal deve desembolsar até R$ 1 bilhão em seguros agrícolas neste ano. A liberação do benefício faz parte de um pacote de medidas para enfrentar a estiagem que atinge os Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e alguns municípios do Paraná e será anunciada ainda nesta semana. O período de estiagem já provocou perdas na safra agrícola da região. De acordo com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a produção de grãos no país neste ano deve cair 2,8% em relação à última safra por causa da seca. Segundo o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, o governo está estudando ações substanciais. "Não podemos estar todos os anos tendo os mesmos problemas, sem obras estruturais que resolvam o problema." Entre as medidas estudadas pelo governo estão a transferência de recursos para a construção de cisternas, a abertura de linhas de crédito no BNDES e a prorrogação de dívidas agrícolas. Sobre um possível impacto da estiagem na inflação, o ministro do desenvolvimento agrário afirmou que isso pode ocorrer, mas que o governo está monitorando a questão. "Commodities como soja e milho têm preço cotado internacionalmente, além da safrinha, que deve suprir a demanda", explicou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence.

01 de Novembro de 2011 | New Holland realiza parceria estratégica com a Semeato

A New Holland fechou uma parceria com a tradicional fabricante de plantadeiras e semeadeiras Semeato, que é líder na produção de implementos e especializada em tecnologias para plantio direto de grãos e outras culturas. Com essa parceria, a New Holland e a Semeato desenvolverão em conjunto tecnologias aproveitando as expertises de cada companhia: a New Holland com tratores, pulverizadores e colheitadeiras e a Semeato em plantadeiras e semeadeadeiras. Os produtos em conjunto, desenvolvidos pelas engenharias das duas empresas, serão desenhados para aproveitar o melhor desempenho das linhas de tratores da New Holland, que atendam aos altos padrões de desempenho e produtividade da agricultura latino-americana. Com esta parceria, a New Holland reafirma a vocação da marca em oferecer equipamentos para todas as etapas do ciclo agrícola, com produtos que vão do plantio à colheita.

01 de Novembro de 2011 | NEW HOLLAND É O MAIOR TRATOR FABRICADO NO BRASIL

Entre as apresentações da New Holland na Expointer deste ano, estava a nova linha de tratores T8. Os modelos, que passam a ser produzidos na planta de Curitiba/PR, se equiparam aos oferecidos pela marca nos Estados Unidos e na Europa, o que torna a série a de maior potência produzida no País. O projeto de nacionali-zação da linha se deve à visão de crescimento do mercado de tratores de alta potência, além de completar a oferta da New Holland, com máquinas de 55cv a 389cv. De acordo com o especialista do produto, Marco Cazarim, o lançamento das máquinas alinha o Brasil aos projetos globais da empresa. A New Holland também esteve na feira com um de seus mais importantes lançamentos dos últimos anos: a série de pulverizadores autopropelidos SP, com o modelo 3500, além de diversas outras máquinas.

04 de Outubro de 2011 | Produtor reforça aposta no milho

Motivados pela valorização do grão, gaúchos estão aumentando a área cultivada nesta safra. Ainda que os preços das commodities tenham se mostrado voláteis na últimas semanas, os produtores de milho estão animados com o momento. Embalados pelas perspectivas de bons negócios a saca de 60 quilos chegou aos R$ 31 neste ano, agricultores estão ampliando a área cultivada. É o caso de Solani Cezar Rigo, de Erechim. O produtor cultivou 130 hectares de milho, quase o dobro do ano passado. A perspectiva de ganhos aliada à prática da rotação de cultura foram os atrativos. Na região, a Emater estima aumento da área plantada de 9,3%, chegando a 145 mil hectares. No Estado, a projeção é de 4,68% (1,1 milhão de hectares). ? Plantei porque acho que está bom em termos de preço. Hoje, a saca está sendo vendida em torno de R$ 25. Em 2010, ficava em R$ 15 explica. Para Rigo, a combinação de fatores como clima, custo da lavoura (insumos foram adquiridos antes da alta do dólar) e preços favoráveis pode resultar num desempenho do milho melhor do que o da soja. Entusiasmo compartilhado com o analista de mercado Farias Toigo, da Capital Corretora: ? O pessoal está querendo plantar mais milho no Interior. E, além do mercado interno, também terá a perspectiva de melhorar as exportações. Tal cenário é instigado pela possibilidade de que a safra americana 2011/2012 fique abaixo das 317 milhões de toneladas previstas. O milho viveu momento histórico neste ano. A quem está vendendo o milho que colherá em fevereiro/março, recomendo cautela afirma Remoaldo Araldi, da Granosul Corretora. Para não ficar refém da volatilidade, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho, Alysson Paolinelli, diz que é preciso investir em políticas de valorização do grão, com garantia de preços mínimos.

27 de Setembro de 2011 | Governo anuncia PEP e AGF para o trigo.Mapa garante R$ 100 milhões para 1 milhão de toneladas do RS

O Ministério da Agricultura (Mapa) confirmou ontem que usará mecanismos de PEP e AGF para comercializar 1 milhão de toneladas da safra 2011/12 de trigo do Rio Grande do Sul e do Paraná. Segundo o secretário-executivo do Mapa, José Carlos Vaz, o orçamento previsto para os mecanismos será de 100 milhões. Mas o volume a ser comercializado pode aumentar conforme o comportamento do mercado. "Na próxima semana, nos reuniremos com representantes do setor para definir como será a operação." Ele afirmou que há orçamento e instrumentos para apoiar o produtor, e que não há divergência quanto a isso. As portarias que autorizam e regulamentam o uso de PEP e AGF serão publicadas nos próximos dias. O presidente da Comissão de Trigo da Farsul, Hamilton Jardim, diz que o anúncio do governo é salutar. Mas reitera que os produtores esperam que se concretize a promessa do ministro Mendes Ribeiro Filho durante a Expointer. "Ele disse que haverá recursos para apoiar mais de 1 milhão de t só da safra gaúcha." Jardim ainda quer tratar com o governo o limite de compra de 500 sacas por produtor via AGF. "Se há espaço nos armazéns pode-se adquirir mais." Para o presidente da Fecoagro, Rui Polidoro Pinto, as medidas trazem tranquilidade porque o PR já colheu boa parte da safra e o RS começará em outubro. "Precisamos de mecanismos para garantir o preço ao produtor." Ele destaca que o governo está agindo antes de o produtor ter problemas e dentro do prazo pedido pelo setor. Ontem foi publicada portaria que autoriza a venda de estoques públicos com o Valor de Escoamento de Produto (VEP). Serão escoadas até 100 mil t do RS e o mesmo volume do Paraná para as regiões Norte e Nordeste.

27 de Setembro de 2011 | Abastecimento de soja nos EUA volta a depender da América do Sul

A edição deste mês do relatório de oferta e demanda do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reafirmou que o quadro de abastecimento da soja não saiu do lugar em relação ao do ano passado no país. Assim, na temporada 2011/12, a oferta ficará, outra vez, nas mãos da América do Sul, cuja safra começa a ser plantada com a chegada das chuvas da primavera. De toda maneira, a situação da soja nos EUA é bem mais tranquila que a do milho, que foi mais afetado pelo clima. Para a soja, o Usda estima produtividade de 46,9 sacas por hectare, com queda anual de 3,9%. Para o milho, a estimativa é de 154,9 sacas por hectare, com quedas de 3,1% na comparação com o ano passado, quando o cereal já havia tido quebra de safra, e de 6,7% em relação ao potencial de 166 sacas por hectare. Chamou a atenção no relatório deste mês o fato de o Usda ter elevado ligeiramente a previsão de rendimento para a soja e de ter reduzido ainda mais a estimativa para o milho, plantado ali ao lado. Isso se explica pelo calor e pela falta de chuva em julho, durante a polinização do milho. Em agosto, período reprodutivo da soja, as chuvas continuaram abaixo da média, mas as temperaturas voltaram ao normal, o que limitou as perdas da oleaginosa. Os números finais da safra norte-americana serão revelados pelo Usda somente em janeiro de 2012. Ajustes nas produtividades de alguns Estados, como o superestimado Illinois, por exemplo, ainda poderão acontecer. De todo modo, não devem ocorrer grandes alterações. Tudo indica que a produção ficará mesmo entre 80 milhões e 84 milhões de toneladas (90,6 milhões em 2010). Com produção menor, o Usda trabalha também com demanda mais baixa, tanto no esmagamento para produção de óleo e farelo como na exportação do grão. A expectativa é de consumo total de 86 milhões de toneladas, abaixo dos 89 milhões de 2010/11. Mesmo assim, a previsão é de estoques finais de apenas 4,5 milhões de toneladas, o que equivale a 19 dias de consumo, um dos níveis mais baixos da história. Na temporada anterior, foram 6,1 milhões e 25 dias. A safra menor nos EUA teve como resultado a manutenção dos preços em torno US$ 14 por bushel (27,2 quilos) nos últimos 60 dias na Bolsa de Chicago. Em 31 de agosto, o grão registrou suas melhores cotações desde as máximas históricas de 2008. Por isso, a soja deve ganhar entre 2 milhões e 3 milhões de hectares na América do Sul. Mas a nova temporada será marcada por muitas dúvidas sobre a safra e os preços devido ao fenômeno La Niña, que está voltando a ganhar força, e às turbulências cada vez mais evidentes do mercado financeiro. FERNANDO MURARO JR. é engenheiro-agrônomo e analista de mercado da AgRural Commodities Agrícolas.

06 de Setembro de 2011 | Venda de máquinas é recorde na Expointer

As vendas de máquinas agrícolas da Expointer, feira realizada em Esteio/RS, na semana passada, atingiu R$ 834,7 milhões, o novo recorde do evento. O desempenho é 0,8% superior ao do ano passado, puxado pela necessidade percebida pelo agricultor de investir em tecnologia de ponta para elevar a produtividade das lavouras, segundo avaliação do presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), Claudio Bier. “Para surpresa nossa, superamos um pouquinho o ano passado. O que surpreendeu foi a venda de máquinas e equipamentos para agricultura de precisão”, destaca o dirigente. Já a agricultura familiar registrou vendas de R$ 1,05 milhão (ante R$ 800 mil em 2010), enquanto os leilões de animais alcançaram R$ 11,7 milhões, contra R$ 14 milhões em 2010. O público foi de 456.365 visitantes, abaixo dos 561.000 de 2010.

31 de Agosto de 2011 | Expointer é vitrine de novidades para o mercado gaúcho.

New Holland apresenta projeto inédito de bioenergia, lança maior trator produzido no Brasil e entra no mercado de pulverizadores.

O encontro entre tradição e tecnologia marca a realização da 34ª Expointer - Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários, evento que acontece em Esteio, município vizinho à capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. A feira acontece num momento propício para quem quer investir, reunindo os últimos lançamentos do ano a um cenário favorável a compra. De acordo com Luiz Feijó, diretor comercial da New Holland, o crédito deve ajudar o mercado a se manter aquecido. ?Estamos trabalhando com as expectativas dos mesmos números alcançados no ano passado, especialmente porque o governo está disponibilizando os recursos que atendem às expectativas de investimento para a próxima safra, servindo como alavanca de vendas. O produtor gaúcho sempre investiu em tecnologia, preocupado em manter a produtividade. Vejo esta como uma característica do estado, que tem na agricultura uma importante fonte de economia?, afirmou. Buscando atender as demandas tecnológicas deste mercado, a New Holland apresenta duas grandes novidades em máquinas lançando seu primeiro pulverizador autropropelido SP3500, de 202cv, que foi desenvolvido no Brasil, e a série de tratores T8, com tratores de grande potência, inclusive o maior do País, que atinge até 389cv. ?Passamos a oferecer uma linha completa de produtos para os diversos setores da agricultura, dando um novo passo nos projetos de ampliação da linha de máquinas para atender às demandas da agricultura brasileira. Investimentos nesses lançamentos para explorar suas possibilidades e atender de forma ainda melhor ao nosso público, com todo o suporte da força da marca, completando o ciclo desde o preparo do solo, passando pelo plantio, até chega à colheita?, afirma Bernhard Kiep, vice-presidente da New Holland para a América Latina. De acordo com Carlos d?Arce, diretor de Marketing da New Holland, a apresentação do pulverizador autopropelido SP3500 está embasada na confiabilidade da marca e na sua ampla rede de concessionários no Rio Grande do Sul, que oferecem total apoio ao novo lançamento, que é de fabricação nacional. ?Entramos neste novo segmento para explorar suas possibilidades e atender de forma ainda melhor ao nosso público e revendas, com todo o suporte da força da marca.? A linha de tratores T8 se encaixa na classe 8 de potência, completando a oferta de tratores da New Holland - que oferece máquinas desde 55 cv. Composta pelos modelos T8.270, T8.295, T8.325, T8.355 e T8.385, o lançamento deve atender principalmente a grandes produtores. ?Em função da potência, estes modelos permitem a redução na janela de tempo entre o plantio e a colheita, redução da frota, aumento do tamanho dos implementos e, consequentemente, tempo de operação reduzido?, enumera d?Arce. Além das máquinas, a New Holland apresenta pela primeira vez, durante a Expointer, sua pesquisa na área de biomassa. O primeiro projeto está sendo desenvolvido em parceria com o Centro de Tecnologia Canavieira ? CTC ?, e busca uma nova forma de geração de energia: a biomassa da cana-de-açúcar utilizando a enfardadeira BB9080. A segunda pesquisa é realizada na área de florestas e está baseada na FR9000, um equipamento com capacidade para operar na colheita de madeira, no processamento e na distribuição dos cavacos em transbordos que serão utilizados como matéria prima para geração de energia. Sobre a New Holland A marca New Holland é especialista no sucesso de seus clientes, agricultores, pecuaristas, locadores e profissionais da agricultura, seja qual for o segmento em que eles atuem. Seus clientes podem contar com a mais ampla oferta de produtos e serviços inovadores: uma linha completa de equipamentos, de tratores a colheitadeiras, complementada por serviços financeiros feitos sob medida e planejados por especialistas em agricultura.

31 de Agosto de 2011 | LANÇAMENTO: New Holland apresenta projeto pioneiro de biomassa

Soluções inovadoras utilizam máquinas agrícolas para produção de bioenergia.

O Brasil alcançou a sétima posição mundial entre as maiores economias do planeta e não é de hoje que o país é visto como promessa para o futuro global. Além da perspectiva contínua do aumento da produção de alimentos, gerada pela necessidade da crescente demanda no planeta, o País desponta no quesito geração de energia. De acordo com a Aneel e o Ministério de Minas e Energia, 38% da matriz energética brasileira vêm do petróleo, 15% da hidroeletricidade e 14% da cana-de-açúcar. Na sequência aparece a geração de energia através de biomassa, com 13% da matriz energética, com destaque para o bagaço da cana-de-açúcar e a madeira. Ou seja, 45% da matriz energética brasileira é de origem renovável. O País já tem um histórico muito interessante na área de bioenergia. ?Se fizermos uma análise podemos constatar que ¼ de toda a força energética nacional é gerada através da cana-de-açúcar?, afirma Samir de Azevedo Fagundes, responsável pelos projetos de biomassa desenvolvidos pela New Holland. Unindo o conceito de biomassa ao agronegócio, a New Holland estuda no Brasil um projeto inédito que visa gerar energia sustentável através da fonte de biomassa de uma cultura de grande destaque no agronegócio brasileiro: a palha da cana-de-açúcar. O projeto está sendo desenvolvido em parceria com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), e busca utilizar a palha da cana-de-açúcar (gerada na colheita mecanizada) para produção de energia. A pesquisa, baseada na aplicação da enfardadora BB9000 da New Holland, está sendo desenvolvida desde maio de 2010 e já apresenta resultados favoráveis. Força da cana Com o objetivo de gerar energia limpa, aliada às necessidades de redução de custos dos processos industriais, a New Holland desenvolveu um estudo junto ao CTC para utilização da BB9000 no processo de enfardamento do resíduo da cana-de-açúcar. A sustentabilidade do projeto vai de encontro à legislação ambiental, que proibirá a utilização da queimada na colheita da cana-de-açúcar. O projeto tem ainda um viés de grande importância econômica dentro das usinas, pois se trata de uma matriz com menor custo por geração de MW/h. ?O usineiro completa o ciclo produtivo da cadeia, pois tem aproveitamento de resíduos, podendo inclusive tornar-se autossuficiente em energia elétrica e até mesmo lucrar com o excedente?, afirma Fagundes, que destaca os incentivos políticos do Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica) e da Lei 10.762. Fagundes enumera que a bioeletricidade ? gerada após o processo de cogeração - tem uma série de vantagens: é um recurso renovável, que polui menos, tem risco e prazo de execução menor, maior facilidade em estimar a energia a ser gerada, além de diversificar, mais ainda, a matriz energética nacional. ?Estamos caminhando para um cenário de colheita 100% mecanizada, sem queima, então é fundamental o aproveitamento da biomassa na geração de energia?, afirma Fagundes. Segundo dados da União da Indústria da Cana-de-Açúcar - Unica, a estimativa é que em aproximadamente dez anos a bioeletricidade gere energia equivalente a três usinas Belo Monte. Os investimentos para produção de bioeletricidade também são mais baixos: de acordo com a Aneel, o processo de geração de bioeletridade é R$16,65/MWh mais barato do que a produção energia hidrelétrica. O processo se divide em uma série de etapas, começando pelo acúmulo da palha gerada após a colheita mecanizada da cana-de-açúcar. Após a colheita, a palha permanece exposta ao tempo por um período de até dez dias para que seque. Quando o material está com cerca de 10% de umidade é feito o aleiramento, que reúne a palha em linhas (leiras). Após o acúmulo da palha em leiras, uma enfardadora BB9000 acoplada ao trator passa recolhendo o material e fazendo os fardos. Por último, a carreta recolhedora de fardos encaminha o material para o ponto de carregamento, de onde seguem para a usina. Produção da energia De acordo com o especialista em Tecnologia Agroindustrial do CTC, Marcelo Pierossi, neste processo é indicado recolher entre 25% e 50% do total da palha gerada pela colheita mecanizada. De acordo com ele, essa quantidade varia em função das condições climáticas e do solo, visto que a palha da cana é de suma importância para a cultura. ?Locais mais secos precisam de mais palha no solo, para manter a umidade da terra. Solos com menos matéria orgânica também. Em outros casos, no inverno, muita palha pode atrapalhar o crescimento da cana?, explica. Na usina, a palha da cana-de-açúcar passa por um processo de trituração para que fique do mesmo tamanho do bagaço da cana, com o qual será mesclada para a queima na caldeira. Esta queima gera um vapor que, por meio de um gerador, é transformado em energia. Parte da energia produzida é consumida na própria usina e o excedente é vendido. Pierossi explica que os custos do projeto são animadores. ?Atualmente o custo para produzir um mega watt/hora é de R$ 45. Queremos baixar para algo em torno de R$ 42?. Assim, além de produzir uma energia limpa e renovável, por meio de um processo pouco complexo e de fácil implantação, é gerada uma receita extra para a indústria, o que barateia os custos de produção do açúcar e do etanol.

11 de Agosto de 2011 | Safra 2010/2011 de grãos deve crescer mais de 8% no Brasil

Safra 2010/2011 de grãos deve crescer mais de 8% no Brasil, segundo a Conab. Área plantada também vai registrar avanço, influenciada pelos desempenhos da soja, do milho, do algodão, do feijão e do arroz A produção de grãos no Brasil deve chegar a 161,5 milhões de toneladas. Os números são do décimo primeiro levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgado nesta terça-feira (9/8), em Brasília, DF. A produção continua batendo recorde, com aumento de 8,2% ou cerca de 12,3 milhões de toneladas a mais que na safra passada, quando chegou a 149,2 milhões de toneladas. Já em relação ao último levantamento, realizado em julho, a produção baixou 0,3% ou o equivalente a 516 mil toneladas. A área cultivada aumentou 4,7%, atingindo 49,6 milhões de hectares, ou 2,2 milhões de hectares a mais que em 2009/2010, quando chegou a 47,4 milhões de hectares. Soja, milho, algodão, feijão e arroz tiveram ampliação de área e foram os principais responsáveis pelo crescimento da safra, junto à boa influência do clima no desenvolvimento das plantas. Estimativas por produto No caso da soja, o aumento de área foi de 3%, em relação ao ano passado. Saiu dos 23,47 milhões de hectares para 24,17 milhões de hectares, enquanto que a produção cresceu 9,6%, subindo para 75,3 milhões de toneladas. A colheita está encerrada. Já a área total semeada com milho deve atingir 13,69 milhões de hectares, enquanto que a produção chega a 56,34 milhões de toneladas. O milho segunda safra deve ter uma área de 5,86 milhões de hectares, aumento de 11,1%, devendo produzir 20,51 milhões de toneladas. A queda de 1,2 milhão de toneladas da safrinha em relação ao último levantamento se deve à ocorrência de geada em fins de junho, prejudicando a lavoura nos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. O crescimento da área de algodão é de 67,5%, chegando a 1,4 milhão de hectares. A produção deve ser de 1,95 milhão de toneladas de pluma. Em relação ao último levantamento, há previsão de queda, devido à antecipação do período de estiagem, principalmente na região Centro-Oeste. Em relação ao feijão, a área deve crescer 7,5%, chegando a 3,88 milhões de hectares. A produção eleva-se em 12,5% e deve alcançar 3,74 milhões de toneladas. A área da primeira safra é de 1,42 milhão de hectares, enquanto que a da 2ª safra deve atingir 1,71 milhão de hectares. Já o feijão 3ª safra, ainda a colher, a área chega a 749,50 mil hectares, com uma produção de 660 mil toneladas. A área do arroz teve alta de 4,1%, devendo chegar a 2,88 milhões de hectares, e a produção aumentou de 17,8%, elevando-se para 13,73 milhões de toneladas. O trigo deve perder 3,2% da área, chegando a 2,1 milhões de hectares, enquanto que a produção deve ser de 5,28 milhões de toneladas. A queda na produtividade se deve à ocorrência de geada que atingiu parte da lavoura em estagio vulnerável, nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

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